Alphaville +55 11 4195.4500 +55 11 96447.1266 lana.machado@terra.com.br

Por Dra. Wany Lana

 

A malformação arteriovenosa uterina (MFAVU), também conhecidas como fístula arteriovenosa uterina é uma alteração vascular uterina rara que pode ser congênitas (nascer com a mulher) ou adquiridas. A grande maioria das MFAVU são adquiridas e caracterizadas por permitir fluxo direto do sistema arterial uterino para o venoso uterino. A forma congênita é extremamente rara e resulta de um defeito na diferenciação vascular embrionária ou do desenvolvimento prematuro de um plexo vascular (sistema vascular uterino), levando a múltiplas conexões anormais entre artérias e veias. As MFAVU adquiridas podem resultar de várias causas, entre elas: lesão do tecido uterino como resultado da doença trofoblástica, trauma pélvico, abortamento, dilatação e curetagem, cesárea, endometriose, infecção uterina, neoplasia cervical ou endometrial e exposição ao dietilestilbestrol.

 

As fístulas arteriovenosa uterinas adquiridas acometem pacientes jovens, por volta de 30 anos de idade, razão pela qual se busca tratamento conservador, melhorando o prognóstico. Os principais sinais e sintomas clínicos são hipermenorréia, anemia e sangramento uterino importante. Dor em baixo ventre é rara.
A curetagem pode piorar o sangramento, sendo contraindicada nestes casos. Vários métodos podem ser utilizados para diagnosticar a MFAVU, incluindo a ultrassonografia com Doppler colorido, a tomografia computadorizada com contraste, a ressonância magnética e a angiografia. A angiografia, atualmente, é reservada para os casos de intervenção cirúrgica ou embolização terapêutica.
A ultrassonografia com Doppler colorido tem sido útil na diferenciação da MFAVU, hidrossalpinge e varizes pélvicas entre outras alterações.

 

Veja também: Histeroscopia diagnóstica: O que é, para que serve e contraindicações

Sintomas
O sangramento uterino sem causa aparente e com início abrupto, é o elemento sintomatológico mais frequente desta entidade. Outros sintomas mais raros incluem dor abdominal baixa, dispareunia e anemia secundária à perda sanguínea. Em casos graves, pode haver repercussão cardiovascular produzindo dispneia, fadiga e, até mesmo, descompensação cardíaca.

 

Tratamento
O tratamento da MFAVU contempla desde a conduta expectante, reservado às pacientes assintomáticas; a histerectomia, naquelas sintomáticas e refratárias ao tratamento realizado ou ligação das artérias uterinas, quando a paciente não pretende mais engravidar
A embolização seletiva da vascularização uterina tem mostrado resultados promissores, principalmente naquelas que mantêm desejo reprodutivo, sendo a angiografia pélvica essencial para o planejamento cirúrgico.
Desvantagem do procedimento reside na recorrência das fístulas após embolização e por exigir pessoal treinado, recursos técnicos rebuscados e dispendiosos para sua realização
A taxa de êxito, após uma a duas embolizações, foi de 96%. As pacientes se recuperavam bem após o procedimento e mantinham a função uterina normal, com ciclos menstruais regulares, vez ser a embolização procedimento seletivo que bloqueia os vasos principais que nutrem a fístula e poupam a circulação colateral ovariana que nutre o útero. O tratamento conservador faculta nova gravidez.

 

O tratamento medicamentoso só deve ser instituído naquelas pacientes hemodinamicamente estáveis e cujo seguimento possa ser realizado ininterruptamente, pelo risco sempre presente de hemorragia. Vale citar que em pacientes assintomáticas com MFAVU após curetagem, há descrição de resolução sem qualquer tratamento.

 

Procurando um especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Fertilidade da mulher em Alphaville? Marque sua consulta:

Dra Wany Lana
Ginecologia e Obstetrícia – Alphaville SP
Telefones: 11 4195.4500
Whatsapp para informações e marcação de consulta: 11 96447.1266
Email: lana.machado@terra.com.br


Vantagens e Cuidados da Gestação após a Cirurgia Bariátrica Histeroscopia diagnóstica: O que é, para que serve e contraindicações
Dra. Wany Lana Machado Vieira