A obesidade é um problema que afeta milhões pessoas em todo o mundo. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Além do fator de risco para uma série de doenças, a obesidade e sobrepeso afetam a fertilidade e provocam diversas complicações durante a gestação, complicações durante parto e afetam a saúde do feto. Dessa forma, é aconselhável a perda de peso no período pré-concepcional para que a futura mãe tenha uma gestação segura e sem intercorrências.
Causas e consequências
O excesso de peso e a obesidade são definidos como uma acumulação excessiva de gordura corporal. As causas podem ser a ingestão excessiva de alimentos, os hábitos de vida contemporânea que favorecem o consumo exagerado de alimentos de alto valor calórico, mas com pobre qualidade nutricional. Além disso, a ingestão excessiva pode desencadear transtornos e compulsão alimentar.
Outro fator que não pode ser deixado de lado é o sedentarismo ou a falta de atividade física regular na rotina diária. O gasto energético vem diminuindo com os confortos da vida moderna, como controles remotos de TV, elevadores, automóveis, escadas rolantes etc.
É comum que pacientes citem a tendência genética para obesidade. De fato, essa relação existe, já que alterações hormonais como disfunções das glândulas tireoide, suprarrenais e da região do hipotálamo também podem provocar a obesidade. Porém, a porcentagem de pacientes com essa realidade é pequena se compararmos com o total de pessoas com sobrepeso.
Sendo a obesidade doença crônica de causa multifatorial, seu tratamento envolve várias abordagens: nutricional, farmacológica e aumento da atividade física.
Além de problemas como o desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes, problemas articulares, hipertensão arterial, a obesidade também afeta a fertilidade do homem e, principalmente, da mulher.
A obesidade e a fertilidade da mulher
A taxa de fertilidade espontânea ou em mulheres submetidas a reprodução assistida é mais baixa em mulheres obesas e com sobrepeso quando comparada com a da população geral. A obesidade e o sobrepeso levam a distúrbios menstruais e resposta diminuída a tratamentos de fertilidade.
A irregularidade menstrual é reflexo de uma oligovulação ou até mesmo anovulação (ovular somente alguns ciclos ou não ovular), como na Síndrome dos ovários micropolicísticos. Mesmo em mulheres com ciclos menstruais regulares e ovulação mantida, as taxas de fertilidade são menores em mulheres obesas e com sobrepeso, embora a causa desta ocorrência seja ainda desconhecida.
Ainda, durante a gestação, o excesso de peso pode ocasionar risco para complicações como diabetes, hipertensão e pré-eclâmpsia (principalmente no final da gestação) e está associada ao maior índice de mortalidade dos recém-nascidos.
Grande parte dos pacientes submetidos a cirurgia bariátrica são mulheres (80%), das quais mais metade se encontra em idade fértil, por essa razão o tema: obesidade, fertilidade e gestão é tão importante.
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