Tudo que você precisa saber sobre métodos anticoncepcionais

Existem diversas opções de métodos contraceptivos ou ainda chamados de métodos anticoncepcionais disponíveis no mercado. Cada um deles tem suas vantagens e desvantagens. Mas então, como saber qual é o mais indicado?

 

Conheça abaixo os métodos disponíveis e suas principais características:
> Veja também: Como escolher o melhor método anticoncepcional?

 

Métodos anticoncepcionais de barreira

Baseiam-se em criar uma barreira física ou química entre os espermas ejaculados e o útero da mulher.

 

1- Camisinha (condom) masculinos: Não possui contraindicações nem efeitos colaterais importantes mas algumas pessoas com alergia a látex devem fazer uso de preservativo feitos de outros materiais. Único método que previne ALGUMAS das DSTs( doenças sexualmente transmissíveis).

 

2- Camisinha feminina: método de barreira que serve ao mesmo tempo como proteção contra DST e gravidez. É usada cobrindo toda a mucosa da vaginal, impedindo que o pênis e suas secreções tenham contato direto com a mesma. É menos popular que a sua versão masculina, seu uso não é tão simples fazendo com que sua taxa de adesividade ao uso leve a uma menor taxa de eficácia. De forma simplificada a estética do uso e a dificuldade de colocação interferem na efetividade do método.

 

3- Diafragma: Trata-se de um disco flexível de silicone com face côncava e convexa que cobre o colo uterino. Esse disco é preenchido por espermicida antes da introdução para aumentar o seu efeito contraceptivo.

Ao contrário da camisinha feminina, o diafragma não cobre toda a mucosa da vagina, não sendo, portanto, um método anticoncepcional capaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Cada mulher deve usar um tamanho de diafragma que irá se adaptar adequadamente ao tamanho da vagina. Não é descartável e deve ser colocado e tirado obedecendo um período de segurança para o método. Essas dificuldades técnicas no uso torna o método não popular e interfere também na taxa de sucesso.

 

4- Espermicida: considerado um método de barreira porque cria uma barreira química que impede a chegada dos espermatozoides ao útero feminino. Sua taxa de sucesso é muita baixa quando usado isoladamente.

O espermicida deve ser aplicado entre 10 e 30 minutos antes da relação sexual e não deve ser retirado por pelo menos 6 a 8 horas. Se o ato sexual demorar mais de 1 hora para ocorrer após a aplicação do espermicida, a sua eficácia torna-se ainda mais baixa que a habitual.

Pode causar reações alérgicas e isso contribui para o para o abandono deste método. O espermicida não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e aumenta o risco de contágio até aumenta para as mulheres que tem alergia eles.

 

Métodos anticoncepcionais hormonais

Se baseiam na utilização de substâncias derivadas de hormônios sexuais femininos (progesterona e o estrogênio) para bloquear os ovários e impedir a concepção. Vale lembrar que não têm ação nenhuma na proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

 

Encontrados na forma farmacêutica de comprimidos, injeção, implante, anel vaginal, adesivos, para atender as mais diversas mulheres em suas dificuldades de uso.

 

1- Pílula anticoncepcional: as pílulas são compostas pelos hormônios progesterona e estrogênio de forma combinada ou só de progesterona e devem ser tomadas diariamente, conforme a orientação posológica de cada composição.

Se tomada de forma correta, a pílula é extremamente eficaz em inibir a ovulação, sendo um dos melhores métodos contraceptivos. Porém, se a mulher não for disciplinada e esquecer de tomar a sua dose diária, a pílula pode falhar, permitindo a ocorrência de uma gravidez indesejada.

O anticoncepcional oral não tem efeitos somente contraceptivos, ele pode ser benéfico no tratamento de algumas disfunções como: cólicas menstruais, no controle do sangramento uterino, na TPM, no controle da acne, no SOP (síndrome dos ovários micro policísticos). A pílula também ajuda a reduzir a incidência de alguns tipos de cânceres, como o câncer de ovário e endométrio.

Por outro lado, os anticoncepcionais orais podem provocar diversos efeitos colaterais, principalmente aqueles com doses mais altas, por essa razão deve ser usada somente com supervisão médica.

 

2- Pílula do dia seguinte (PDS): pílula com alta dose hormonal, e só deve ser usada como um método contraceptivo de emergência, por exemplo, quando o anticoncepcional habitual falhar.

Para ser eficaz como método anticoncepcional emergencial, a pílula do dia seguinte precisa ser tomado o mais rápido possível, havendo um limite de 72 horas para que ela possa ser útil.

 

3- Anticoncepcional injetável: administrada com intervalos de 30 ou 90 dias, dependendo da marca utilizada podem ser compostos apenas por progesterona ou combinando progesterona e estrogênio.

A eficácia dos anticoncepcionais com administração mensal ou trimestral é igual e em alguns esquemas de uso a menstruação poder ficar suprimida durante o uso do anticoncepcional injetável, isso não causa nenhum mal às mulheres.

 

4- Adesivo anticoncepcional: adesivo de formato quadrado com cerca de 4,5 cm x 4,5 cm, que deve ser aplicado à pele e substituído por um novo a cada 7 dias. Depois de 3 semanas, a mulher deve dar uma pausa de 1 semana para menstruar.

O adesivo pode ser aplicado no braço, costas, nádegas ou na barriga. Ele não sai com facilidade e não há problema algum em tomar banho e molhá-lo.

É um anticoncepcional hormonal de baixa dose e apresenta menos efeitos colaterais menos devido a sua forma de aplicação. Tem a desvantagem do custo e algumas pacientes apresentam alergias na área de aplicação. Sua aparência é discreta mas não imperceptível.

 

5- Implante anticoncepcional: O implante anticoncepcional é atualmente o método contraceptivo com a maior taxa de eficácia, com cerca de 99,95% de sucesso.

Um fino tubo de plástico com hormônio impregnado na sua estrutura  é colocado embaixo da pele e libera de forma lenta e contínua o hormônio para a circulação sanguínea.

A implantação é realizada no consultório do ginecologista e necessita apenas de anestesia local.  O local escolhido costuma ser a parte interna do braço e o procedimento dura 2 ou 3 minutos apenas.

O efeito contraceptivo do implante variável dependendo do hormônio usado e pode variar de 6 meses até 3 anos, sendo um método bastante confortável para quem deseja uma contracepção prolongada, mas não definitiva.

Seu uso tem que ser avaliado  pelo médico uma vez que tem alguns efeitos colaterais importante e seu uso também ter que se adequar a paciente seja pelo preço e riscos individuais .

 

6- Anel vaginal: é um anel flexível, feito de silicone, que libera de forma lenta derivados de progesterona e estrogênio (etonogestrel + etinilestradiol).

O anel é colocado pela própria mulher e não causa nenhum incômodo, mesmo durante a atividade sexual. O anel fica na vagina por 3 semanas e depois é desprezado. Após uma semana de pausa, um novo anel deve ser introduzido.

Apesar de ser um método de baixos efeitos colaterais, eficiente e fácil de ser colocado e a resistência ao uso fica explicada na dificuldade da mulher se tocar e manipular tornando a colocação uma dificuldade.

 

Métodos anticoncepcionais permanentes

Através de diferentes técnicas cirúrgicas, o objetivo destes métodos é esterilizar o homem ou a mulher, tornando-os inférteis de forma definitiva.

 

Nos últimos anos e com o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida e novas técnicas cirúrgicas, mesmo os pacientes que optaram por esse método, podem voltar a ter filhos.

 

Mas este método só deve ser utilizado em último caso, pois a sua reversão, apesar de possível em algumas situações, pode ser de difícil realização. Os métodos permanentes devem ser indicados para pessoas mais velhas, que já tenham tido todos os filhos que desejam ter. Nas pessoas jovens, mesmo que já tenham 3 ou 4 filhos, o ideal é optar por um método de contracepção prolongado.

 

1- Vasectomia: cirurgia que resulta em esterilização permanente do homem por impedir a liberação de espermatozoides no líquido ejaculado. Esta é forma mais efetiva de contracepção masculina.\pode ser realizada de forma ambulatorial (fora do centro cirúrgico) pelo urologista.

A vasectomia não diminui a libido, não interfere na ejaculação e não causa impotência.

 

2- Ligadura tubária: procedimento contraceptivo definitivo na mulher ou  seja  o objetivo  é impedir que a mulher consiga engravidar de forma natural(espontânea).Esse método pode ser realizado por cirúrgica convencional ou por endoscópica.

A ligadura das trompas não impede a ovulação nem interfere no ciclo hormonal feminino, não causando, portanto, nenhuma alteração no ciclo menstrual.

 

Métodos anticoncepcionais intrauterinos

Os anticoncepcionais ‘intrauterinos, mais conhecidos como DIU (dispositivo intrauterino), método contraceptivo reversível que consiste em um dispositivo (objeto) colocado dentro da cavidade uterina para impedir a gestação. Existem vários tipos: Diu T de cobre, Diu multiload® de cobre, Diu hormonal (Mirena®) e Diu Silverflex.

 

Estão entre os métodos contraceptivos mais seguros, confortáveis e eficazes.

 

Esta é uma forma de contracepção que vem ganhando bastante popularidade nos últimos anos, sendo a mais indicada por muitos médicos ginecologistas.

 

Atualmente o DIU como método anticoncepcional de escolha é muito discutida, lembrando que não há o melhor método anticoncepcional e sim o método que melhor se adapta àquela mulher. O investimento financeiro é alto (sendo que esses custos são cobertos parcial ou totalmente cobertos pelos planos de saúde), mas os benefícios do método merecem ser destacados.

 

Para as mulheres que optarem por DIU de cobre ou cobre/prata, terão um método anticoncepcional de longa duração (8 anos) que propicia tranquilidade diária a mulher e ao casal, sem os efeitos colaterais indesejados dos métodos hormonais de uso diário e sistêmico.

 

Para as mulheres que optarem por DIU hormonal (MIRENAⓇ) terão como vantagem ADICIONAL suspender o fluxo menstrual ou diminuí-lo muito, diminuído ou abolindo a TPM e cólicas menstruais, por 5 anos.

 

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